"Para ser bela, pára um minuto diante do espelho, cinco minutos diante da sua alma e quinze minutos diante do SENHOR"

Liso mais que perfeito

Tire todas as suas dúvidas sobre os métodos disponíveis para você desfilar por aí, com o cabelo lindo, saudável e "naturalmente" esticadinho!

Com a ajuda de especialistas no assunto, Dicas de Mulher Virtuosa, solucionou as principais questões que envolvem as técnicas de escova e alisamento mais utilizadas nos salões do país. Além de saber um pouco mais sobre cada tratamento, você vai ficar por dentro dos cuidados que precisará adotar, ao optar, para ter o resultado dos seus sonhos.

Escova e alisamento são a mesma coisa?

"Não. As escovas, em geral, não deixam o cabelo completamente liso. Dão movimento aos fios, mas a redução de volume é temporária. Já as técnicas de alisamento costumam ter um resultado melhor e mais duradouro", explica Tatiana Almeida, terapeuta capilar da Clínica Karla Assed (RJ). No entanto, os efeitos de cada técnica dependerão dos princípios ativos presentes nas fórmulas.

Como saber, entre as várias possibilidades de alisamento, qual é a melhor?

"Consulte o seu cabeleireiro. É ele quem terá essa resposta, depois de analisar os fios, o grau de ondulação, o volume e a textura deles. Ele também colherá informações sobre as químicas que já foram aplicadas no cabelo, pois alguns produtos (utilizados para clareamento, por exemplo) podem ser incompatíveis com compostos alisantes.

Para um efeito duradouro, posso fazer alisamento antes da progressiva, e vice-versa?

As técnicas podem ser combinadas, sim. "Normalmente fazemos o alisamento antes e a progressiva depois", avisa Rosa Maria, do Club Capelli. Porém, é fundamental analisar a resistência e a textura do fio antes de empregar qualquer um dos métodos.

O que é relaxamento? Para que tipo de cabelo é indicado?

O método é indicado para soltar os cachos dos crespos. "Em geral, são usados ativos como o hidróxido de sódio e cálcio, e o ácido tilglicolato de amônia. A técnica é indicada para cabelos volumosos, e não deixa os fios com cara de alisados artificialmente", esclarece Tatiana Almeida.

A progressiva pode provocar queda de cabelo?

Segundo os especialistas, sim. "O efeito da escova é progressivo, como o próprio nome diz. E isso inclui os danos. Nos casos em que há queda acentuada, recomendamos suspender imediatamente o uso do produto e investir em reconstrução capilar frequente", alerta Marisa Russo. Nessas condições, ouvir a opinião de um dermatologista também é fundamental para o sucesso do tratamento.

Dá para realizar progressiva em cabelo colorido? E tingir (ou fazer mechas) depois da escova, é possível?

A escova progressiva pode ser feita em todos os tipos de cabelo, mesmo nos que foram submetidos a químicas anteriormente. Após a escova, os fios também podem ser tingidos. "No entanto, recomendo um intervalo mínimo de dez lavagens entre uma técnica e outra. Além disso, para se aliar as duas é necessário fazer uma análise cuidadosa do fio, verificando suas condições. E hidratar muito: antes, durante e depois", alerta Mauricio.

Qual é a diferença entre escova marroquina, de chocolate, de açúcar, de morango...?

Elas partem de uma formulação com doses mínimas de formol. "O que muda, de uma para outra, é a essência utilizada justamente para disfarçar o cheiro desagradável do composto químico, usado para alisar os fios", explica Sérgio G., cabeleireiro do Studio W Iguatemi (SP).

Qual é o melhor tipo de alisamento para os finos e ondulados?

A escova progressiva. "Ela repõe a queratina do cabelo, conferindo mais resistência e melhorando sua textura", diz Marcos. No entanto, lembre-se de que é importante saber qual é a opinião do seu cabeleireiro, antes de fazer a opção.

De quanto em quanto tempo devo repetir a progressiva?

O intervalo varia de acordo com o tipo de fio. Os mais rebeldes pedem retoque mais frequente. O ideal, para preservar a saúde do cabelo, é dar um intervalo de pelo menos três meses entre uma aplicação e outra. "O importante é saber que, quanto mais bem tratado for o fio, maior será a durabilidade da escova, que pode chegar a até cinco meses", diz Neide Pereira, terapeuta capilar do Fashion Clinic (RJ).

Por que depois de um tempo o cabelo "escovado" fica seco, espigado?

O segredo está na manutenção, que precisa ser feita com produtos adequados. É fundamental usar xampu sem sal e condicionador com alto poder hidratante. "Para evitar o ressecamento e a quebra dos fios, o ideal é fazer hidratações semanais e, se possível, agendar uma reconstrução capilar todos os meses", indica Marisa Russo, cabeleireira e supervisora técnica do Sewha Magic Story (SP).

É indicado fazer cauterização depois da escova inteligente?

A cauterização é um tratamento térmico e, em alguns casos, o calor pode fragilizar ainda mais os fios. "Recomendo uma reconstrução capilar, que deposita minerais, aminoácidos e colágeno nas áreas danificadas do fio", indica neide Pereira.

O que é henê e para que é indicado?

"É uma pasta alisante, à base de chumbo, incompatível com qualquer outro método", explica Cícero Lima, do salão Éclat (RJ). sua única vantagem é o preço: muito mais baixo do que o de outros produtos com a mesma finalidade. Porém, segundo os especialistas, a economia não compensa. "Hoje em dia não indicamos o henê para nenhum tipo de cabelo. Temos outras alternativas disponíveis no mercado, que causam menos danos e garantem um resultado melhor e mais duradouro", explica Tatiana Almeida.

Não gostei do resultado da técnica definitiva. Há alguma maneira de voltar atrás?

Como o nome diz, o resultado é definitivo. O produto utilizado nesse procedimento permanece, em média, dois a três anos no cabelo. A solução é deixar o cabelo crescer, e ir aparando as pontas.

Que outras substâncias podem ser utilizadas no lugar do formol?

O tioglicolato de amônia e a monoetanolamina agem de forma semelhante ao formol, e podem até alisar os fios de forma definitiva, sem oferecer tantos riscos à saúde. "Para cada tipo de cabelo, aliamos esses princípios ativos a técnicas específicas, garantindo fios mais (ou menos) lisos, dependendo do resultado desejado", esclarece Ricardo Moreno, hair stylist do RM Trends (RJ).

Porque só devemos usar xampu sem sal após a química?

Este produto é capaz de prolongar a durabilidade da escova. e mantém os fios hidratados. "Também indico xampus de pH ácido, em torno de seis. Assim, o cabelo fica mais brilhante e fácil de pentear", recomenda Ronaldo M. Fuentes, do salão sunshine (SP).

Quais cuidados eu devo ter depois do alisamento?

"Além de usar xampu sem sal, adote produtos à base de aminoácidos e proteínas, que ajudam a recuperar os fios dos desgastes sofridos", indica Ale Pereira, do salão Angel Coiffeur (RJ). "se possível, complemente a rotina de cuidados com um tratamento de reconstrução, a cada 30 dias", acrescenta Cícero Lima.

O formol, como alisante, foi proibido no Rio. Quais os danos reais que essa substância pode trazer para a usuária e para o cabeleireiro?

A determinação visa coibir o abuso praticado por alguns salões, que estavam adotando o composto químico em dose muito acima da recomendada pela Anvisa: 0,2% como conservante e 5% como endurecedor de unhas. isso coloca em risco a saúde de quem recebe o tratamento e a de quem o aplica. essa química pode ocasionar vermelhidão, dor, irritação e até queimadura na pele. O vapor liberado na aplicação também pode provocar irritação nos olhos. O cheiro do produto pode levar a dores de garganta, irritação no nariz e dificuldade respiratória.

Parecidas, mas diferentes

Progressiva, temporária, inteligente, definitiva: para cada técnica é empregada uma fórmula e, por isso, o tempo de duração e o resultado de cada uma variam. Conheça melhor as diferenças entre elas:

Temporária e inteligente: têm como base o formol, na concentração liberada pela Agência de vigilância sanitária. Proporcionam redução de 70 a 80% do volume dos fios, e causam menos danos do que a progressiva. O liso proporcionado por estes métodos dura de 15 a 30 lavagens. "A inteligente contém agentes nutritivos e hidratantes, que amenizam o ressecamento dos fios", afirma Mauricio Morelli.

Progressiva: "Usa doses maiores de formol e, em alguns lugares, já foi proibida, por oferecer riscos à saúde", explica Rosa Maria Mendes, do Club Capelli (RJ). O formol também pode levar ao afinamento progressivo da estrutura dos fios.

Definitiva: "Feita à base de tioglicolato, alisa em 100% o cabelo, e é definitiva mesmo, como o nome sugere. Depois de fazer, basta retocar a raiz", complementa Rosa. Mas é preciso realizar manutenção adequada. "Caso contrário, o cabelo ficará ressecado, com aspecto de espigado", diz Tatiana Almeida, da Clínica Karla Assed (RJ).

Fonte: Revista Corpo a Corpo

1 comentários:

Cíntia Mara disse...

Faço relaxamento desde os 13 anos de idade; hoje tenho 23 e vivo na base da chapinha toda semana. Ainda não me aventurei a fazer uma definitiva porque tenho medo dos cabelos ficarem espigados, com "cara de cabelo alisado". Vou esperar até ter tempo e dinheiro suficientes pra manutenção. Enquanto isso, fico na chapinha mesmo. Tudo, menos ficar com os cabelso cacheados. Não gosto não, o liso é infinitamente mais fácil de cuidar, de ficar bonito.

Bjos